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A SÍNDROME DE BURNOUT EM ENFERMEIROS E O ERRO NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO NO SERVIÇO DE URGÊNCIA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Burnout syndrome in Nurses and error in medication administration in the emergency department: an integrative literature review
El síndrome de burnout en enfermeras y el error en la administración de medicamentos en el urgencia: revisión integrativa de la literatura
Carolina Maria Campos de Oliveira; Luís Miguel Rama Moreira; Luís Miguel Nunes de Oliveira

ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA PESSOA COM OSTOMIA DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL
Anxiety and depression in the person with intestinal ostomy
Ansiedad y depresión en la persona con ostomía de eliminación intestinal
Ana Regina Amaral Freire; Inês Fernandes dos Santos; Maria Inês Esquina Marques; Rosa Cristina Correia Lopes

EFETIVIDADE DO PROGRAMA DE PRIMEIROS SOCORROS EM SAÚDE MENTAL NA LITERACIA EM SAÚDE MENTAL ACERCA DA ANSIEDADE SOCIAL
Effectiveness of the Mental Health First Aid program in mental health literacy about social anxiety
Efectividad del programa de Primeros Auxilios en Salud Mental en la alfabetización en salud mental sobre ansiedad social
Sandrina Ribeiro da Cunha; Luís Manuel Jesus Loureiro; Amorim Gabriel Santos Rosa; Lúcia Manuela Brandão Valente da Costa

DESAFIOS NO CUIDAR: ESTRATÉGIAS FACILITADORAS DA INTERAÇÃO COM A PESSOA IDOSA
Challenges in caring: facilitating strategies in the interaction with the elderly patient
Desafíos em el cuidado: estrategias para facilitar la interacción con las personas mayores
Cátia Vanessa Lameirinhas Baptista Tavares; Rosa Cândida Carvalho Pereira de Melo; Liliana Vanessa Lúcio Henriques

EXEQUIBILIDADE DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO COM INTEGRAÇÃO DE RITMO: PROGRAMA RIR
Feasibility of a rhythm integration rehabilitation program: RIR Program
Viabilidad de un programa de rehabilitación de integración de ritmo: programa RIR
Raquel Alexandra Teixeira da Silva; Patrícia Araújo; Goreti Marques

OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E A DIRETIVA ANTECIPADA DE VONTADE NO FIM DE VIDA
Health professionals and the early will directive at the end of life
Los profesionales de la salud y la directiva temprana de la voluntad al final de la vida
Lúcia Santos; Manuela Cerqueira

EDITORIAL
As Dores Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (DMERT) continuam a ser uma “pandemia” a nível da saúde dos trabalhadores, o problema de saúde ocupacional mais comum na União Europeia, de difícil controlo e prevenção. Apesar de todos esforços realizados e das estratégias e medidas implementadas nas últimas décadas, as taxas de prevalência e incidência continuam a ser elevadas nos diversos contextos e setores profissionais. Há necessidade de novas iniciativas para garantir a saúde dos trabalhadores e manter uma vida ativa no trabalho, e contribuir para a prevenção e diminuição desses problemas.
Existem alguns estudos que mostram que a efetividade do exercício físico (EF), planeado e direcionado para manter e melhorar a força muscular, resistência e resiliência, pode diminuir a dor e melhorar a saúde, sendo que o próprio local de trabalho pode oferecer excelentes condições para o treino físico (Andersen, Mann, Juul-Kristensen, & Søgaard, 2017). Nas últimas décadas, a Atividade Física Ocupacional (AFO) também denominada “ginástica laboral” (GL) teve um incremento significativo, e foi-se implementando nos diversos países desenvolvidos, principalmente desde os anos 70, sendo atualmente uma prática usada em muitos dos países, inclusive em Portugal.
Os programas de AFO/GL pretendem promover a saúde do trabalhador, para tornar o ambiente de trabalho mais seguro e produtivo, e focam as dimensões cardio-respiratória, metabólica e muscular. Incluem exercícios físicos específicos para compensar os efeitos negativos do trabalho e, normalmente, são de curta duração (entre 15 a 20 min), realizados no próprio local de trabalho, na forma de atividades lúdicas e exercícios (fortalecimento muscular, consciencialização corporal, correção postural, exercícios respiratórios, automassagem, recreação e relaxamento) (Laux, 2019).
As abundantes publicações na área evidenciam os benefícios e contributos para a prevenção e diminuição de DMERT, nomeadamente na melhoria de muitas variáveis relacionadas com a saúde dos trabalhadores, sejam físicas (por exemplo, a dor), psicológicas (por exemplo, motivação, adesão, qualidade de vida)ou organizacionais (por exemplo, absentismo, produção, custo-benefício) (Lowe & Dick, 2014; Sowah et al., 2018). Parece existir consenso que o EF em contexto laboral (e/ou extra laboral), surge como uma das opções de intervenção para a prevenção e diminuição destas queixas (Søgaard & Sjøgaard, 2017; Sowah et al., 2018).
No entanto, para alguns autores, as evidências sobre os contributos do EF na prevenção deste problema, nem sempre são muito claros, e referem existir algumas lacunas no conhecimento, mantendo-se alguma incerteza sobre a verdadeira eficácia do EF na saúde dos trabalhadores exercício (Lowe & Dick, 2014).
Neste contexto, parece existir a necessidade da realização de estudos de melhor qualidade e clarificação de diversas dimensões, nomeadamente em termos de programas específicos de EF face ao tipo de atividade ocupacional e áreas corporais de maior risco, a duração mais adequada, as intervenções e os resultados avaliados (Lowe & Dick, 2014; Sowah et al., 2018).
Os organismos internacionais começam a reajustar o seu foco de atenção, onde o EF estará certamente presente, mas deverá simultaneamente ser associado e integrado em medidas de controlo de fatores ergonómicos, organizacionais e psicossociais, com uma participação ativa nas decisões, dos diversos intervenientes do processo.

Arménio Cruz