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Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro
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TÓPICO: Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro
#105
Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro 7 Meses, 4 Semanas atrás Popularidade: 3
Carreira de Enfermagem: A VERGONHA a que chegámos - Governo obriga a Greve dos Enfermeiros!


PROPOSTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE PROJECTO DE DIPLOMA RELATIVO A GRELHAS SALARIAIS E TRANSIÇÕES
HUMILHANTE...

Última Proposta de Carreira e Ordenados Aqui

Decorreu no dia 8 de Janeiro de 2010 a agendada reunião negocial entre a CNESE e o Ministério da Saúde – MS (e com representantes do Ministério das Finanças). O MS entregou uma nova Proposta de Projecto de Diploma (emwww.sep.org.pt).

A proposta do MS é humilhante, designadamente, porque:

    Volta a propor que a Posição 1, de Ingresso na Profissão, seja o Nível 11 (995,51) até 31.Dezembro.2013. Até esta data os Enfermeiros ingressam na Profissão auferindo salário inferior ao actual (1 020,06); - ( Nota Pessoal:Como é possível, isto e vejamos que agora já não há eleições, ou seja descartam-se do que anteriormente tinham acordado para dar o dito por não dito)

      Volta a propor que o Ingresso na Profissão seja pelo Nível 15 (1 201,48), agora a partir de 1.Janeiro.2014 e para o futuro;


      Na Categoria de Enfermeiro, diminui o Topo (Posição 10) do Nível 48 (2 900,72) para o Nível 43 (2 643,26);


      O Topo da Categoria de Enfermeiro fica “mais longe” do Topo da Carreira Técnica Superior;

    Na Categoria de Enfermeiro Principal, diminui o Nível da Posição 1, de 48 (2 900,72) para 43 (2 643,26);

    MS desvaloriza prestação de cuidados especializados e “acréscimos funcionais”;


    Ao voltar a recolocar a Transição de alguns Enf.ºs Chefes e Supervisores para Enf.ºs Principais, o MS impõe administrativamente (por transição automática) a descategorização/mudança de área funcional destes colegas.Ou seja, o MS impõe a mudança da área da Gestão (Enf.ºs Chefes e Supervisores) para a área da Prestação de Cuidados (Enf.ºs Principais);


MANTÉM A PROPOSTA: NA TRANSIÇÃO PARA A NOVA CARREIRA, OS ENFERMEIROS MANTÉM O SEU ACTUAL SALÁRIO … não há revalorização salarial;

Não apresenta qualquer proposta:

    De valorização económica dos Enfermeiros Especialistas; ( Em Suma a Ordem dos Enfermeiros terá um grave Problema pois se não houver ganho Monetário NINGUÉM irá Investir na valorização de competências, pois náo terá incentivos )


    De Grelha Salarial para os Enf.ºs Chefes e Supervisores (Categorias Subsistentes);


    De remuneração para os “Enf.ºs em Chefia” (Serviços e Departamentos) que no futuro exercem estas funções em comissão de serviço.


    Apresenta uma inadmissível proposta de Rácios para Enf.º Principal, sem qualquer fundamento e totalmente desenquadrada das necessidades dos Serviços, atendendo ao seu conteúdo funcional (al. a) a d) do n.º1 do art.º 10.º do DL 248/2009);


A proposta do MS é inqualificável, designadamente, porque:

Recoloca em discussão matérias negociadas e acordadas anteriormente;

Decorrente do Acordo de Julho/2009, a sua primeira proposta de Grelha Salarial (de 7.Setembro.2009) era melhor que a actual!
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ruimargato
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Última edição: 2010/01/12 10:48 Por ruimargato.
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#108
Re:Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro 7 Meses, 3 Semanas atrás Popularidade: 3
Numa iniciativa inédita, no que respeita às condições laborais dos enfermeiros, a Ordem dos Enfermeiros vem tomar uma posição pública relativamente às negociações sobre a Carreira, na qual reconhece

"(...) o descontentamento generalizado dos enfermeiros - por ser atentatório da dignidade da sua profissão - causará impactos negativos na qualidade dos cuidados de Enfermagem, em particular, e de Saúde, no geral, que deverão ser evitados."

Comunicado em PDF
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ruimargato
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Última edição: 2010/01/17 22:56 Por ruimargato.
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#111
Re:Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro 7 Meses, 1 Semana atrás Popularidade: 3
Médicos tentaram fazer trabalho dos enfermeiros para "mascarar" efeitos da greve

As vozes dos altifalantes do Hospital de S. José, em Lisboa, atropelaram-se e denunciaram impaciência. Os nomes dos doentes foram sempre ditos em tom de ordem. Era quase meio-dia. A agenda da manhã devia estar a terminar. Mas quem chegou ainda antes das 8h teve um longo percurso pela frente. Os enfermeiros estão em greve. A maior dos últimos 22 anos e que os médicos tentaram minimizar e mascarar. Ontem renderam-se a mudar pensos e a prestar outros cuidados de enfermagem. Mas as mãos não chegaram e deixaram muitos utentes insatisfeitos. Um cenário semelhante ao da maioria das unidades do país.

Os sindicatos dos enfermeiros asseguram que a greve, que ontem começou e que se prolonga até amanhã, já está a surtir os seus efeitos. Vários hospitais e centros de saúde de todo o país ficaram paralisados e com salas cheias de doentes e de protestos. Muitas cirurgias foram canceladas e em hospitais como o S. João, no Porto, e o Pulido Valente, em Lisboa, só foram feitas intervenções de urgência. Campanhas de vacinação como a da gripe A também ficaram a marinar. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses estima que a adesão no primeiro dia tenha sido de 89 por cento.

Já o Ministério da Saúde fala em 80 por cento. Desde o 25 de Abril que o sector não tinha uma greve com uma adesão tão grande. E tão longa. A última aconteceu em Maio do ano passado, durou um dia e os dados da tutela dizem que a adesão foi de 64 por cento, enquanto os sindicatos falaram em 80 por cento.

"É uma grande chatice, é o que é. A pessoa não está bem, e ainda espera estas horas sem garantias", reclama Francisco Rosa, um doente de 59 anos que esperava no Hospital de S. José - onde o sindicato disse que a adesão foi superior a 96 por cento. Um número superado no Fundão, Montijo , Anadia e Cantanhede, onde se alcançou os 100 por cento, seguidos por exemplo pela Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, pelo IPO do Porto e Barlavento algarvio que chegaram quase aos 95 por cento, depois de Aveiro (97) e antes do Amadora-Sintra (93), Pulido Valente, em Lisboa, (89), Santarém (91) e HUC, em Coimbra, (83).

Do lado dos utentes, as opiniões dividem-se. Maria Alice Dias tem 73 anos e é diabética. Os dois pés cobertos por uma ligadura denunciam que o médico que a atendeu acabou por fazer a vez do enfermeiro. "O doutor tratou-me disto. Os enfermeiros têm direito a fazer greve e nós o que precisamos é de ser tratados seja por quem for." Opinião distinta tem Isabel Alves, de 39 anos. Não precisa de nenhum curativo, mas se fosse esse o caso preferia que fosse um profissional de enfermagem. "São mais disponíveis que os médicos. No meu centro de saúde [Alameda, em Lisboa] quando tenho problemas com os meus dois filhos é a eles que recorro em primeiro lugar."

Com esta greve, os enfermeiros pretendem reivindicar uma remuneração de entrada na carreira de 1500 euros como nas outras carreiras técnicas da administração pública; neste momento arrancam com 1000 euros. Querem também mais vagas para generalistas e especialistas, pois asseguram que estão a desempenhar cada vez mais funções.

"A greve é o resultado de termos sido tratados pelo Governo como licenciados de segunda e desqualificados e de estarmos a ser explorados como mão-de-obra especializada barata", resumiu José Carlos Martins, coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Rui Santos, também do sindicato e enfermeiro no Hospital de S. José, onde foi feito o balanço da greve, lamentou a "espécie de boicote" que os médicos fizeram ao "mascarar" a greve, apesar de dizer compreender que "o objectivo é afectar menos os doentes".

Fonte: Público
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ruimargato
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#112
Re:Greve dos Enfermeiros 27, 28 e 29 de Janeiro 7 Meses, 1 Semana atrás Popularidade: 3
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ruimargato
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