SINAIS VITAIS 124

 

SUMÁRIO
A Broncofibroscopia em Pediatria - Qual a Intervenção do Enfermeiro
Doença de alzheimer: da prevenção ao tratamento
ENTRAR Vivo na Morte  - Reflexão ética acerca do papel do enfermeiro junto ao doente terminal e sua família
Avaliação da satisfação das puérperas nos cuidados de saúde no parto
Situações Indutoras de Stress no trabalho dos Enfermeiros
Evolução da rede de cuidados continuados integrados em Portugal

EDITORIAL
A Ordem dos Enfermeiros realizou um debate sobre a integração do ensino de enfermagem no subsistema universitário. Ainda bem que o fez.
Esta discussão é relevante não apenas por ser importante para a afirmação e desenvolvimento da Enfermagem enquanto disciplina do conhecimento, mas também porque é necessário que esta seja uma reflexão da profissão.
A OMS refere que para trabalhar em conjunto é necessário formar em conjunto. Uma equipa funciona tanto melhor quanto melhor cada um dos seus elementos conheça o que se pode esperar de cada um dos seus pares. A criação de silos entre pares faz com que o trabalho seja destruturado e se perca o objetivo que é o bem estar das pessoas. O trabalho em saúde tem um caracter multidimensional onde cada profissão contribui com o seu conhecimento, a sua autonomia, a sua capacidade para produzir um resultado e é exatamente das sinergias que se podem obter neste trabalho de equipa que se pode maximizar o valor para o cliente.
Se são necessárias as sinergias para o cuidado elas devem ser iniciadas na formação inicial. Ora é exatamente no subsistema universitário que estão as disciplinas com as quais a enfermagem pode criar e desenvolver sinergias.
Claro que falta uma discussão que é politica. Primeiro a vontade de alterar o decreto lei 480/88 na parte em que integra o ensino de enfermagem ao nível do ensino politécnico retirando simplesmente essa norma. Depois á vontade de estruturar a rede de escolas.
Fica a questão . Teremos dois níveis de formação? Uma universitária e outra politécnica?
Não me parece que por aí venho mal ao mundo, com as engenharias acontece o
mesmo.
Claro que esta discussão é necessária e por isso lanço o desafio a todos os enfermeiros para que utilizem a Revista Sinais Vitais como plataforma para esta discussão.
Bom ano para todos

António Fernando S. Amaral, Enfermeiro
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