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SUMÁRIO
LITERACIA EM SAÚDE: DESAFIOS EM ENFERMAGEM COMUNITÁRIA
BIG DATA SCIENCE E A ENFERMAGEM DO FUTURO
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO UTENTE COM DRENO TORÁCICO
INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DO ERRO TERAPÊUTICO NO SERVIÇO DE URGÊNCIA
UMA PEQUENA GRANDE FERIDA- CUIDAR EM PEDIATRIA
CUIDAR EM PEDIATRIA EM CONTEXTOS DA PRÁTICA
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA: CONTRIBUTO DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA NA QUALIDADE DE VIDA
VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA ABORDAGEM E ESPECIFICIDADES

EDITORIAL

A propósito do Dia Nacional da Reabilitação Respiratória

No dia 21 de abril celebrou- se o Dia Nacional da Reabilitação Respiratória. As diferentes associações profissionais de enfermeiros, médicos e fisioterapeutas celebraram, cada um a seu modo, a data. Como é do conhecimento geral a reabilitação respiratória tem o propósito de capacitar funcionalmente o doente respiratório crónico, preparando-o para a realização de esforços físicos e orientando-o para uma vida socialmente ativa. Este processo é integrado porque, além de otimizar a área respiratória e o treino de exercício para conseguir realizar as atividades de vida com mais facilidade, é também um processo, que intervém a nível da vontade da pessoa para se manter funcional e emocionalmente ativo. Esta área reveste-se cada vez de maior importância ao nível do absentismo laboral porque os doentes com problemas respiratórios são cada vez mais jovens e enquadrados no mercado de trabalho.
A Direcção-Geral da Saúde por sua vez apoiou também as sociedades científicas, associações profissionais e de doentes, onde apresentou uma proposta com recomendações e prioridades que tem como propósito criar de uma Rede de Cuidados de Reabilitação Respiratória adaptada às necessidades do País e capaz de garantir a todos os portugueses o acesso, em condições de universalidade e equidade. Sabe-se que neste âmbito apenas 1% de pessoas com patologia respiratória têm acesso a estes cuidados de reabilitação.
O Dr. Luís Vaz Rodrigues da Sociedade Portuguesa de Pneumologia destaca a ideia de que "a reabilitação respiratória …. tem comprovada a sua eficácia no aumento da qualidade de vida alertando para as dificuldades que estes doentes têm no acesso aos programas de reabilitação respiratória - fazendo a analogia, que se fosse um comprimido seria, com certeza, mais facilmente prescrito pelos profissionais de saúde e administrado pelos doentes”.
É fundamental modificar esta realidade, este processo e esta resposta. Contudo, a mudança só é viável através do envolvimento dos profissionais, nomeadamente os atores principais: médicos pneumologistas, enfermeiros de reabilitação, médicos fisiatras e fisioterapeutas, das organizações representativas dos profissionais e dos doentes e da autoridade de saúde, por forma a disporem-se a aumentar a oferta de cuidados de reabilitação respiratória em todo o País, minimizando assim a grave situação no acesso a este tipo de cuidados com que os doentes se confrontam.

Carlos Margato, Enfermeiro chefe no SMFR/CHUC
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