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Desafios Actuais em Ensino Clínico

Mário Simões (Especialista em Enfermagem Médico/Cirúrgica, Fac. Ciê. Hum. U.C.P., Pós-garduação em: Direito da Medicina, Fac. Dir. U.C.; Supervisão de Estágios Clínicos, Esc. Sup. Saú. U.A., Mestre em Bioética, Fac. Fil. U.C.P.)

RESUMO
Os novos desafios no contexto do ensino clínico estão ligados à utilização da investigação para a conceitualização de conhecimento nesta área específica de estudo. Área onde se ensina e aprende clinicamente a pensar, a decidir e a agir directamente com a pessoa que está confiada ao cuidado no contexto real da profissão.
Assim sendo, é à luz da humanização e com os resultados da investigação que se tem de ir (re)pensando a organização, as estratégias e as tácticas do ensino clínico. Processo que actualmente nos indicia a pertinência da permissão do aparecimento de uma figura acompanhante em continuo dos estudantes em estágios clínicos que tenha competências pedagógicas e responsabilidades docentes inseparáveis das competências clínicas e responsabilidades clínicas e, que esta figura se torne uma constante.

Palavras-chave: Enfermagem; Pessoa; Ensino clínico; Aprendizagem; Investigação; Figura Acompanhante.

Este artigo tem como base o texto apresentado nas Jornadas de Enfermagem Primavera 2005 dos serviços de Medicina dos Hospitais da Universidade de Coimbra, durante o painel Novos Desafios no Contexto do Ensino Clínico e Investigação em Enfermagem, na perspectiva do enfermeiro.
O desafio pensado no imediato do convite foi, efectivamente, estar em investigação como contexto de ensino clínico, pela atenção pessoal na decisão e resposta integral com as pessoas com problemas que estão ao nosso cuidado.
Perante este desafio, e como enfermeiros com total responsabilidade tanto no processamento experimental de pensar cuidados clínicos como na orientação pedagógica de estudantes em ensino clínico, consideramos oportuno partir da nossa experiência de vida, para assim poder reflectir com os presentes em três pontos que consideramos importantes: dos actores enquanto pessoas e, portanto, autores; da implicação deste conceito na formação dos estudantes em aprendizagem durante os estágios, e; de alguns resultados da investigação nesta área de ensino clínico. Para finalmente tentar dilucidar a razão de os convocar a este painel.
Pessoa. Palavra que na antiga Grécia significava a "mascara" de um actor em cena (alguém individual) que desempenhava um papel, tal e qual como a pessoa a desempenhar o seu papel (função) na sociedade. Significado que orientou este conceito para o individual ou o "sujeito", tal como Cícero (sec I a.C.) o definiu no seio do direito romano como sendo o "sujeito de direitos e deveres".

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