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O uso de luvas na prática de enfermagem no contexto de pediatria

 

Autoras:Ana Filipa dos Santos; Ana Raquel C. Silva; Cátia Andreia S. Silva; Silvia Maria A. P. Silva; Vânia Patrícia C. Ferraz 

Palavras chave: luvas; contaminação; toque

Introdução
As luvas têm sido utilizadas com diferentes critérios ao longo dos tempos. Estes critérios eram modificados em função do conhecimento científico da época. Actualmente, com o surgir de novas doenças infecto-contagiosas e multiresistentes, um clima de medo apoderou-se dos profissionais de saúde, levando-os a uma utilização por vezes exagerada das precauções universais.
No entanto, não seria correcto generalizar este facto uma vez que para alguns profissionais os longos anos de prática, a sua confiança e destreza, são justificações suficientes para a não adesão a algumas precauções universais, referentes ao uso de luvas.

Nota Histórica
Ao longo dos anos as práticas usadas no controle de infecção têm variado, embora nos últimos tempos, o ênfase seja dado a aspectos que se assemelham aos primeiros tempos.
Já no séc. XVII, na Europa, época em que a famosa peste negra dizimou milhares de pessoas, eram recomendadas roupas protectoras, mesmo sem os conhecimentos actuais sobre doenças infecciosas. O médico particular do rei Luíz XIV, Charles Delorme, idealizou um fato de couro, acompanhado por luvas e uma longa haste de madeira a fim de evitar o contacto próximo e/ou directo com os enfermos. É de salientar que naquela época, ainda não era conhecido o modo de transmissão das doenças infecciosas.
Em 1847,  deram-se os primeiros passos no controle de infecção hospitalar, pela mão de Ignaz Semmelweis, que é por muitos considerado o pioneiro desta problemática. A sua observação cuidadosa demostrou a importância vital da lavagem das mãos para a prevenção de algumas doenças transmissíveis ou aquelas provocadas por agentes infecciosos que podem ser transmitidos por uma pessoa, animal ou reservatório infectado, a um hospedeiro susceptível, ou pessoa que contraia a doença.
Em 1863, época em que todos pensavam que a infecção era provocada pelo “mau ar”, Florence Nightingale, reforça a ideia de Semmelweis dando ênfase à higiene, tanto pessoal como do ambiente.
A partir das suas observações meticulosas, foram implementadas normas genéricas, ou seja, precauções que deveriam ser utilizadas por todos os trabalhadores de saúde, junto de todos os utentes. Estas normas vieram, de facto, alterar algumas práticas em todo o mundo, mas, infelizmente, parte desta importante mensagem perdeu-se nos anos posteriores.
Com o aumento do conhecimento farmacológico e das doenças infecto-contagiosas, é dado mais ênfase ao isolamento da pessoa doente, ignorando as normas de precaução anteriormente estabelecidas.
No início dos ano 80, com o aparecimento da SIDA (síndrome de imuno-deficiência humana adquirida), os profissionais de saúde, temendo pela sua vida, readaptam medidas gerais anteriormente defendidas por Semmelweis e Nightingale. O regresso às medidas gerais de prevenção tardou, mas finalmente chegou.
Em 1987, são publicadas pelo Centers for Diseases Control – CDC ( centro de controle e prevenção de doenças) as precauções universais, segundo as quais, todos os doentes devem ser tratados como potenciais contaminadores. Além disso, incluem o uso de barreiras técnicas tais como luvas, batas, aventais, máscaras e óculos.  Estas medidas, associadas à lavagem das mãos e cuidados com material cortante e perfurante, nomeadamente não recapsular agulhas, constituem as precauções universais.

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